A perda de olfato é um sintoma que costuma ser notado apenas quando já está atrapalhando a rotina. Seja ao deixar de sentir o aroma do café pela manhã ou ao perceber que certos cheiros simplesmente “sumiram”, esse sinal pode estar ligado a diferentes alterações no sistema respiratório ou neurológico.

A perda de olfato pode acontecer de forma súbita ou gradual e estar associada a infecções, inflamações ou até mesmo traumas. E embora, muitas vezes, ela passe com o tempo, há casos em que o sintoma persiste e precisa de investigação médica.
O que é a Perda de Olfato?
A perda de olfato é a diminuição ou ausência da capacidade de detectar cheiros. Ela pode ser parcial (hiposmia) ou total (anosmia).
Em alguns casos, o olfato não desaparece por completo, mas sofre distorções, cheiros comuns passam a parecer diferentes ou até desagradáveis, mesmo quando não são.
O olfato está diretamente ligado ao sistema respiratório e também ao sistema nervoso. Por isso, qualquer alteração em estruturas como as vias nasais, os nervos olfatórios ou o cérebro pode causar esse sintoma.
“PERDA DE OLFATO” é sempre um motivo de preocupação?
Nem sempre. Em muitos casos, a “PERDA DE OLFATO” está associada a quadros temporários, como resfriados ou crises de rinite. No entanto, quando o sintoma dura mais de alguns dias ou aparece sem causa aparente, é fundamental investigar.
Além de impactar o paladar e o prazer de comer, a perda de olfato pode afetar a segurança no dia a dia, dificultando, por exemplo, a detecção de vazamentos de gás, fumaça ou alimentos estragados.
Causas comuns da Perda de Olfato
Várias condições podem interferir na função olfatória. Algumas afetam diretamente as vias respiratórias, enquanto outras envolvem o sistema nervoso.
Principais causas da perda de olfato:
- Infecções respiratórias (resfriados, gripes, COVID-19);
- Sinusite aguda ou crônica;
- Rinite alérgica ou não alérgica;
- Desvio de septo ou pólipos nasais;
- Lesões nos nervos olfatórios (por trauma ou infecção);
- Doenças neurodegenerativas (como Parkinson e Alzheimer);
- Uso excessivo de sprays nasais vasoconstritores;
- Exposição a substâncias tóxicas ou fumaça por longos períodos;
- Tumores nasais ou intracranianos.
Cada uma dessas causas pode gerar alteração do olfato, de maneira temporária ou persistente.
Relação entre infecções e Perda de Olfato
Entre as causas mais frequentes de perda de olfato, as infecções respiratórias virais são as mais comuns. E, desde a pandemia, a COVID-19 colocou esse sintoma no centro das atenções.
Infecções que causam perda de olfato:
- Gripes e resfriados comuns: causam obstrução nasal e inflamação local.
- COVID-19: pode afetar diretamente os nervos olfatórios, mesmo sem congestão.
- Sinusites: o acúmulo de secreções e o inchaço nos seios da face prejudicam a detecção de odores.
Em boa parte dos casos, o olfato retorna gradualmente após a recuperação, mas em outras situações o sintoma persiste por semanas ou meses.
Alterações estruturais e Perda de Olfato
Mudanças anatômicas no nariz e nas vias aéreas também podem impedir a passagem adequada do ar até a região responsável pela captação dos odores.
Estruturas que podem influenciar na perda de olfato:
- Desvio de septo: bloqueia o fluxo de ar, especialmente se for severo.
- Pólipos nasais: formam uma barreira física para a chegada dos odores.
- Cornetos aumentados (hipertrofia): reduzem o espaço nasal, dificultando a percepção dos cheiros.
Nesses casos, a avaliação com otorrinolaringologista pode indicar a necessidade de cirurgia para corrigir a estrutura e restaurar a função olfativa.
Doenças neurológicas e alteração do olfato
O olfato é processado por regiões do cérebro e nervos específicos. Por isso, algumas doenças neurológicas podem se manifestar com perda de olfato antes mesmo de outros sintomas mais evidentes.
Exemplo de doenças relacionadas:
- Mal de Parkinson;
- Doença de Alzheimer;
- Esclerose múltipla;
- Traumatismo craniano (com lesão nos nervos olfatórios).
Quando há suspeita de causa neurológica, exames complementares e avaliação com neurologista são indicados.
Quando procurar ajuda médica?
Nem toda perda de olfato é grave, mas existem sinais que indicam a necessidade de avaliação médica.
Fique atento e procure ajuda se:
- A perda de olfato durar mais de 2 semanas;
- O sintoma não estiver associado a congestão nasal ou febre;
- Houver perda de paladar associada;
- Você tiver histórico recente de COVID-19 e o sintoma não melhorar;
- Tiver histórico de trauma na cabeça;
- Notar distorção dos cheiros (parosmia);
- Já houver casos de doenças neurológicas na família.
Quanto antes a causa for descoberta, maiores são as chances de recuperação do olfato.
Diagnóstico e avaliação otorrinolaringológica
O diagnóstico da perda de olfato começa com uma consulta detalhada, em que o médico analisa sintomas associados, histórico clínico e realiza exames físicos das vias nasais.
Exames que podem ser solicitados:
- Nasofibroscopia: visualiza a anatomia interna do nariz e seios da face.
- Testes olfatórios: avaliam a capacidade de identificar diferentes cheiros.
- Tomografia de seios da face: útil em casos de sinusite crônica ou pólipos.
- Ressonância magnética: indicada se houver suspeita de causas neurológicas.
Com base nesses dados, o médico determina se o quadro é reversível e qual o melhor caminho de tratamento.
Tratamentos para Perda de Olfato
O tratamento da perda de olfato depende diretamente da causa identificada. Em muitos casos, a reversão é possível com acompanhamento adequado.
Opções terapêuticas:
- Tratamento de sinusite e rinite com anti-inflamatórios, antibióticos ou antialérgicos;
- Cirurgias (como turbinectomia, septoplastia ou remoção de pólipos);
- Reabilitação olfatória (exercícios com óleos essenciais para estimular os nervos);
- Suporte nutricional em casos de deficiências (como zinco ou vitamina B12);
- Acompanhamento neurológico, quando necessário.
Mesmo em casos mais complexos, há estratégias para recuperar parcial ou totalmente a percepção dos odores.
“PERDA DE OLFATO” é um Sintoma Que Merece Atenção
A “PERDA DE OLFATO” pode parecer apenas um incômodo passageiro, mas ela interfere diretamente na alimentação, no prazer de sentir sabores, na detecção de riscos e até no bem-estar emocional.
Mais do que um sintoma isolado, ela pode ser sinal de condições respiratórias, inflamatórias ou neurológicas que precisam ser investigadas com cuidado.
Se o olfato mudou, desapareceu ou ficou estranho, vale a pena buscar orientação especializada. Com um diagnóstico preciso e tratamento adequado, é possível restaurar esse sentido tão importante e retomar a leveza do dia a dia.
Vamos conversar?
No Hospital Ruben Berta, contamos com uma equipe completa de otorrinolaringologistas para investigar e tratar casos de perda de olfato, com estrutura moderna e atendimento humanizado. Agende sua consulta e cuide da sua saúde respiratória com quem entende do assunto.
Referência em Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço, Buco Maxilo Facial e Cirurgia Plástica
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