As Amígdalas são estruturas localizadas na parte posterior da garganta e fazem parte do sistema imunológico, atuando como uma barreira contra micro-organismos que entram pela boca e pelo nariz.
Apesar de sua função protetora, em algumas pessoas essas estruturas se tornam um foco frequente de infecções, inflamações e obstruções respiratórias, comprometendo a saúde e a qualidade de vida.
A seguir, entenda as situações mais comuns nas quais pode ser indicada uma cirurgia para remover as amídalas!
Quando remover as amígdalas?
A remoção das amígdalas, chamada de amigdalectomia, é indicada quando os episódios de infecção ou outros sintomas associados se tornam recorrentes ou causam complicações.
A cirurgia é segura e bastante comum, especialmente em crianças, mas também pode ser realizada em adultos.
Confira situações que podem levar à indicação cirúrgica!
Infecções recorrentes e amigdalite crônica
A indicação mais frequente para remover as “Amígdalas” é a presença de infecções recorrentes, conhecidas como amigdalites de repetição.
Nessas situações, o paciente sofre episódios constantes de inflamação nas amígdalas, com dor de garganta, febre, mal-estar e dificuldade para engolir.
Os critérios geralmente adotados para indicar a cirurgia incluem:
- Sete ou mais episódios de amigdalite em um ano;
- Cinco ou mais episódios por ano nos últimos dois anos;
- Três ou mais episódios por ano nos últimos três anos.
Além da frequência, a gravidade das infecções também é levada em consideração. Se o paciente precisa recorrer constantemente a antibióticos, apresenta abscessos ao redor das amígdalas ou tem complicações como febre reumática, a cirurgia pode ser recomendada.
Apneia do sono e obstrução das vias respiratórias
Outro motivo comum para a indicação da amigdalectomia é o aumento exagerado das amígdalas, que pode obstruir a passagem do ar pela garganta.
Isso afeta principalmente crianças, mas também pode ocorrer em adultos.
A obstrução pode causar:
- Ronco intenso;
- Pausas na respiração durante o sono (apneia obstrutiva do sono);
- Sono agitado e despertares noturnos;
- Cansaço e sonolência diurna;
- Dificuldades de aprendizado e comportamento em crianças.
Quando há suspeita de apneia do sono causada pelo tamanho das amígdalas, o médico pode solicitar exames como a polissonografia.
Se for confirmada a relação entre os sintomas e a obstrução, a amigdalectomia pode ser uma solução eficaz para restaurar a respiração.
Outras indicações possíveis da amigdalectomia
Embora menos comuns, existem outras situações que podem levar à recomendação da cirurgia, como:
- Formação de abscessos periamigdalianos, que são acúmulos de pus ao redor das amígdalas e podem causar dor intensa e dificuldade de abrir a boca;
- Suspeita de tumores nas amígdalas, especialmente em adultos com dor unilateral e presença de massas na região;
- Halitose persistente associada à presença de detritos nas amígdalas (caseum) que não responde a tratamentos clínicos.
Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando a frequência, intensidade dos sintomas, histórico médico e impacto na qualidade de vida do paciente.
O que esperar da amigdalectomia?
A amigdalectomia é realizada sob anestesia geral e o tempo de recuperação varia entre sete a quatorze dias.
Nos primeiros dias, é comum sentir dor ao engolir, além de um leve desconforto nos ouvidos.
Durante esse período, é recomendado o consumo de alimentos frios, repouso e hidratação.
Os resultados costumam ser muito positivos. Pacientes que sofriam com infecções frequentes ou apneia do sono relatam melhora significativa nos sintomas, com menos idas ao pronto-socorro, melhor qualidade de sono e maior disposição no dia a dia.
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Hospital Ruben Berta
Referência em Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço, Buco Maxilo Facial e Cirurgia Plástica
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